Quinta-feira, Abril 10, 2008
Ocupação da Reitoria da UnB
posted by ARI ALMEIDA |
4:34 PM
Quinta-feira, Março 17, 2005
A REVOLUÇÃO NÃO VAI SER TELEVISIONADA
Longe dos holofotes, o grupo subterrâneo Delinqüentes vandaliza
Curitiba e recupera o sentido transgressor da arte
por : Ricardo Calazans
Há quem diga que é tudo mentira. Mas, como já previra Gill Scott-
Heron, "a revolução não vai ser televisionada". Aparecer nos jornais
não está mesmo nos planos de Ari, Sérgio, Vini, Fábio e Jean, os
Delinqüentes, grupo de cinco jovens de Curitiba, entre 19 e 26 anos,
que há seis meses atua pela cidade em delirantes manifestações
de "arte-sabotagem" e "terrorismo poético". Daí que muita gente
duvide da veracidade de seus "ataques", como interferir na
transmissão do Jornal Nacional para tirar sarro da morte de Roberto
Marinho, "exorcizar" bancos ou reproduzir berros de bois agonizantes
numa churrascaria. Os Delinqüentes não se importam com as cobranças
por provas de seus atos. "As relações entre as pessoas são mediadas
por imagens. Tentamos recuperar a imaginação com nossas narrativas
sem imagens", diz o delinqüente Ari Almeida, que conversou, por e-
mail, com Outracoisa. De junho até agora, eles já produziram mais de
30 ataques, todos vivamente relatados no blog
(www.delinquente.blogger.com.br) que ele mantém e já recebeu mais de
13 mil visitantes. Os primeiros 25, aliás, foram compilados no Manual
prático de Delinqüência Juvenil, distribuído aos punks, grafiteiros e
nos colégios de periferia, "para preparar as próximas gerações". A
produção do manual, claro, foi feita ao estilo do grupo: na
impressora a laser do chefe de Ari. É o que ele chama de Subversão de
Baixa Intensidade. Se for tudo ficção, é uma das mais originais
escritas nos últimos tempos. Se for verdade, é melhor ainda.
O que levou vocês a criarem os Delinqüentes? Quais suas fontes de
inspiração?
A idéia (meme) foi plantada na minha mente após a leitura de um
artigo do Marcelo Träsel no site Fraude, intitulado "Pequeno Manual
de Subversão cotidiana", e ficou incubada por quase um ano. Depois
descobri o Terrorismo Poético do Hakim Bey, mas o catalisador foi "A
arte de viver para as próximas gerações" do (filósofo francês) Raoul
Vaneigen. Depois de ler esse livro encasquetei que alguma coisa tinha
que ser feita e passei a pentelhar os piás pra mexermos nossas bundas
gordas.
Só que nosso começo não foi nada planejado, não tínhamos estratégia.
A coisa nasceu na cagada mesmo. Discutindo sobre espaços públicos e
privados bolamos aquela sacanagem com a C&A (ataque 1) e mandamos
bala. Como tinha sido hilariante ficou o tesão de fazer outras
coisas. Então Sérgio veio do interior com uma série de quadros
maravilhosos que queria expor. Resolvemos pôr em prática as idéias do
Hakim Bey e invadimos uma casa pra deixarmos os quadros lá. Cara, foi
uma experiência única, daquelas que mudam vidas. Logo depois da
invasão não conseguíamos atinar direito o que tínhamos feito, mas
sabíamos tratar-se de algo maravilhoso. Então veio a idéia de
distribuirmos poemas com estilingues nas vidraças da classe média,
abençoar aqueles lugares do mal que são os bancos e depois as idéias
foram surgindo, os ataques, executados, e, quando nos demos conta,
nossa empreitada já estava maior que nós, impossível parar. A
sensação de liberdade que vivenciamos nos viciou. A liberdade é um
caminho sem volta.
Quais são os alvos preferenciais dos Delinqüentes?
Nunca paramos pra pensar nisso, mas sou obrigado a admitir que nossa
prioridade de atendimento são os odiosos bancos, que transformam
imaginação em fezes, e os shoppings, que promovem o maior apartheid
social da história da raça humana.
Qual foi o ataque mais difícil de ser executado?
Tecnicamente falando foi quando invadimos a freqüência da Globo na
hora do Jornal Nacional pra tirar onda da morte do Roberto Marinho.
Em termos de riscos de sermos pegos acho que foi quando colocamos
toca-fitas com sons de berros de bois morrendo no matadouro dentro de
uma churrascaria. E em termos de seqüelas foi esse recente dos
cartões com poemas (deixados dentro das casas das pessoas, em lugares
insólitos), quando tivemos que fugir num esgoto, bebi água
contaminada com merda e fui parar no hospital por quatro dias com uma
terrível caganeira alienígena.
O que é arte para vocês?
Cara, a arte está morta, profanada e prostituída. O que fazemos é
tentar salvá-la, devolvê-la ao cotidiano, à vida das pessoas. O que
mais me deixa feliz é saber que o que fazemos é arte e que ninguém se
liga nisso, muito menos os artistas.
De que maneira vocês enxergam a mídia?
Não somos luditas radicais contra a mídia. Apenas sabemos o mal que
ela faz e procuramos encará-la com prudência. O problema da mídia
atualmente, não a mídia em si, é que ela tem assassinado a imaginação
com uma overdose de imagens. As relações entre as pessoas são
mediadas por imagens. Tentamos recuperar a imaginação com nossas
narrativas sem imagens, nem provas nem bosta nenhuma. Provas pra quê?
Pra fazer o trabalho da polícia? Eles ganham propinas pra isso.
Já ouviram falar de ataques semelhantes aos dos Delinqüentes
produzidos em outros estados?
Uma galera de Sampa empreendeu um ataque sincronizado com a gente no
dia em que largamos despachos de macumba com galinhas crucificadas em
caixas-eletrônicos de bancos. Outra vez um pessoal da "facul" de
direito informático de BH repetiu um ataque nosso e levou meninos de
rua pra comer BigMac Feliz num shopping (o link
http://212.100.232.186/pt/red/2003/10/265706.shtml comprova isso).
Qual o posicionamento dos Delinqüentes em relação ao trabalho?
Nossa meta é não trabalharmos. Trabalho Zero e indolência.
Dá para conciliar trabalho e prazer?
As putas e os gigolôs às vezes conseguem. Eu ainda não consegui.
Vocês vivem de salário, ou tem alguém que ainda é bancado no grupo?
Cara, pra responder essa tua pergunta vou colar aqui um paragráfo do
relato de um ataque de uns tempos atrás. "Vinícius estuda e batalha
pra passar num vestibular enquanto faz bicos como músico. Jean
trabalha de moto num serviço de tele-entrega e todo começo de ano
volta a estudar e todo meio de ano desiste de estudar. Eu trampo num
escritoriozinho sem futuro. Fábio mora com os velhos, tenta sair de
casa e vive fazendo planos de vida mirabolantes sem nunca levar
nenhum a sério e Sérgio é uma dessas almas de artista, que nunca se
encaixam na normalidade da sociedade. Enfim, temos tudo pra dar
errado, somos um caco de vidro esquecido na areia da praia, esperando
alguém pisar em cima."
Qual é o papel do blog que vc mantém?
Disseminar nossas idéias numa mídia não corrompida. Mostrar pra
piazada que ainda é possível viver com paudurescência, diversão e
ainda ser perigosos.
Onde os Delinqüentes pretendem chegar?
Boa pergunta, faço ela a mim mesmo a tempo e graças a Éris (deusa da
religião freak americana Discordiana, em que todo ser humano é "um
Papa") não sei.
Em que mundo vc gostaria de viver?
Nesse mesmo, só que mais humano.
Os nomes de vocês são todos fictícios?
O meu é falso porque me exponho muito, dos outros piás são
verdadeiros, mas não creio que isso comprometa nossa segurança.
Existem milhares de Jeans, Vinis, Sergios e Fábios por aí.
BOX: LIÇÕES DO MANUAL PRÁTICO DE DELINQÜENCIA JUVENIL
- Comer macarronada em plena C & A, para espanto dos clientes e
desespero do gerente.
- Paquerar meninas magrelas, com espinhas ou gordinhas em ônibus, às
6h da manhã, para protestar contra o "fascismo da beleza comercial".
- Ir à missa vestidos como travestis, para testar a tolerância
católica.
- Pagar um tratamento completo para uma catadora de papel num salão
de beleza de classe média alta, diante de dondocas ofendidas e
funcionárias estupefatas.
- Levar 20 crianças de rua para lanchar num McDonald's de shopping
center.
- Abrir uma caixa entupida de baratas dentro de um cinema... de
shopping.
- Exorcizar um banco com o "sermão do caixa eletrônico".
posted by ARI ALMEIDA |
6:57 PM
Terça-feira, Junho 01, 2004
PORQUÊ VANDALIZAR?
Hoje em dia não somos nada além marionetes manipulados pela tecnologia e por interesses comerciais. Marketeiros de plantão colocam sentido no vestir de roupas, carros, móveis e até mesmo na comida. Nós escolhemos nossos significados através de produtos, criando falsas noções do que somos e esquecendo por completo quem realmente somos.
Na verdade nada somos além de Projetos Comerciais.
Somos hospedeiros e a Cultura da Comodidade é nosso parasita.
Somos objetos vandalizados ¿ tortos, deformados, cobertos de marcas que não podemos dizer honestamente que escolhemos por vontade própria. Sugados da comunidade e de nossa própria humanidade, somos levados a acreditar que precisamos do nosso parasita para nossa identidade.
Será que alguma forma de arte ou de resistência da nossa era pode oferecer qualquer sombra de esperança de escape sem confrontar-se diretamente com a Propriedade Privada?
O que poderia ser a expressão mais completa de nossa desesperada falta de perspectivas do que essa atitude primal, bárbara, que é vandalizar?
Vandalismo é um ato intencional, trata-se de desfigurar algo considerado valioso pelos outros.
No entanto é também uma forma de expressão.
Vandalismo é também jovens amantes cravando seus nomes nos trocos das árvores, um moleque deixando seu nome escrito na parede de um hotel quatro estrelas, delinquentes largando merda em algum banco.
O que conhecemos por ¿vandalismo¿ é na verdade a rejeição da dependência do consumo.
O vândalo mina o sentido comercial.
A cultura do consumo cria um lodo sobre nós, mas é vulnerável em suas próprias raízes rasas. Ela teme toda a reflexão. Cidadãos vivendo dentro dela estão em estado permanente de evasão pessoal, evitando a contemplação pelo medo de enfrentar a realidade da completa falta de sentido em que vivemos ou, pior, a desvantagem competitiva e a exclusão social.
Vandalismo é uma expressão dessa psicologia de fuga e a compreensão de que a existência se tornou uma atividade criminosa.
Vandalismo é arte quando a arte não pode mais resgatar o sentido do absurdo esmagador das condições materiais atuais. Numa sociedade que valoriza o mito da total escolha, a escolha mais crucial se tornou criminosa: a habilidade de criar novos sentidos.
O ponto onde o mito e a realidade se encontram é na interseção da política e da arte, na ameaça do vândalo, do agitador cultural, do anarquista e do delinquente.
posted by ARI ALMEIDA |
1:49 PM
ARI ALMEIDA SE INTRODUZINDO PELA PSICOGEOGRAFIA
Pegue um mapa de sua cidade e diariamente vá riscando os trajetos que você faz, de casa até o trabalho ou escola e depois a volta. Faça isso durante uma semana, um mês ou um ano e observe o padrão que se formará. Fazendo isso vc descobrirá o quanto a cidade te bitola, o quanto vc é como um trem limitado a seus trilhos. Existe uma cidade inteira esperando pelas pegadas de seus sapatos.
A Psicogeografia é uma das maneiras de se reagir a essa bitolação. Como diria Luther Blisset, é uma forma de foder com o guarde de trânsito invisível que regula nossos passos.
Psicogeografia? Como assim?
Saia andando à deriva pelas ruas, sem um roteiro pré-definido e sem saber de antemão para onde irá. Quando chegar numa esquina ou numa bifurcação qualquer, escolha o caminho que achar mais agradável por um motivo ou outro. Tanto faz a razão, pode ser uma casa que achou bonita, uma árvore que te chamou a atenção ou uma concentração de pessoas, tanto faz. Ande bastante, anote as ruas e depois pegue um mapa da cidade a trace o trajeto que você fez. Anote com um asterisco os pontos onde vc se sentiu melhor ou achou mais bonito e interessante. Refaça esse exercício diversas vezes, sempre alterando o ponto inicial da jornada e sempre marcando no mapa o trajeto. Se possível, convide outras pessoas a fazerem o mesmo, depois compare os resultados e tente enxergar padrões. Se mais de uma pessoa marcar com um asterisco o mesmo local é porque sem sombra de dúvidas se trata de um ponto de poder. Quanto mais derivas forem feitas, maior será a possibilidade de indeitificação de padrões.
Aos poucos você descobrirá que existe uma outra cidade dentro da própria cidade. E aos poucos, você irá recuperar sua capacidade de ir e vir sendo senhor de seus próprios passos.
posted by ARI ALMEIDA |
1:02 PM
Terça-feira, Maio 11, 2004
ARI ALMEIDA versus MACEDUSSS versus JUBYLEU WANDAL versus TIMOTEO PINTO
Que porra é aquela lá no CMI????
Cara, honestidade é fundamental pra se sustentar um discurso, ainda mais da parte de alguém que se acha na moral de "salvar" a "arte" e ser de "vanguarda".
quando li seus escritos aplaudi na hora (vc sabe disso, deixei comentários quanto à isso na mídia independente e até te enviei um e-mail parabenizando) no entanto vc demonstrou falar uma coisa e fazer outra, o que é uma hipocrisia. Eu torçia muito por vc , mas pelo visto não será desta vez que os hipócritas serão derrotados pela criatividade e pela imaginação.
Seu "manifesto" pela tal "anti-arte" pregava o plágio, no entando ao ver um texto seu plagiado vc não perdeu tempo em reclamar disso alegando ser de sua autoria: "escrito e editado pelo Dani-el Macedusss" (opa!!! não era pra ocorrer a morte do autor?) e ainda fazendo altos auto-elogios: "não menos polemico", "excelentes colunas" e outros implitos no decorrer do texto (opa de novo! não era pra ocorrer a morte do ego?)
Infelizmento a coisa não para por aí, veja isso:
"Macedusss e seu colaborador e discipulo Jubyleu"
Que porra é isso? Egolatria de quem prega a morte do ego? Messianismo de boteco?
Ainda mais que EU TO LIGADO que se se o Jubyleu plagiar vc estará roubando o que já foi roubado e ELE SIM, estará demonstrando na prática e não na teoria o potencial da plagiAÇÃo. Não precisamos de mais teóricos e ideólogos.
Enfim, Jubyleu ao plagiar o pseudo-plagiador Macedussss Jubyleu ao plagiar Macedusss demonstrou na prática que não estou tão errado assim em acreditar no copyleft radical e Macedusss, a reclamar por ter sido plagiadoe nada mais fez do que se suicidar com as suas próprias mãos.
Ari
RE: Que porra é aquela lá no CMI????
cara muito bom... é isso mesmo!!! o negocio é o seguinte: manifesto
pelo
esculhambo geral na arte!! ta ligado... esculhambar sim, é isso ai...
discurso
q discurso? vc q com o seu último mail se mostrou totalmente
"conservador",
no sentido de conservar isso ou aquilo, q acaba sendo lados distindos
da
mesma moeda... o negocio é gerar polemica... polemica... e é isso q
esta
acontecendo...
t´+
macedu-x-sss
.......................
Aguardem novidades no próximo round.
posted by ARI ALMEIDA |
10:30 AM
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004
EU TAMBÉM VOU RECLAMAR - Capítulo 1
Algumas pessoas podem até ficar surpresas, mas tem uma pretensa elite cultural brasileira que nos considera ultrapassados. Alegam aque até o próprio Hakim Bey não acredita mais nas Zonas Autônomas Temporárias. Pra essas pessoas só posso mesmo é parafrasear o próprio Bey:
- Quem disse que uma idéia ainda precise ser considerada vanguarda pela Grande Arte pra fazer uso dela?
Podemos (e devemos) até ir mais longe:
- De que adiantam grandes idéias se não podemos colocá-las em prática?
- Seriam essas tais grandes idéias úteis apenas para alimentar as discussões entre intelectuais apáticos que nada fazem pra melhorar suas vidas miseráveis?
A cultura não deve ser colocada numa redoma de vidro pra ser apreciada por aqueles que conquistaram o tão sonhado Bom Gosto. A cultura deve ser vivida, deve fazer parte de nosso cotidiano e nos salvar do tédio sem fim da Sociedade do Espetáculo.
Se a cultura não for tratada assim, não é cultura. É opressão.
A cultura não deve mais ser profanada pra servir de matéria prima pra criar esses seres cultos que me referi. É ridículo como eles se acham o máximo apreciando, num ambiente cuja multidão não pode entrar por não poder pagar ou estar vestida adequadamente, apreciando algo que foi criado por essa mesma multidão excluído.
E tem uma lógica nisso tudo. Uma lógica absurda, mas mesmo assim uma lógica. Vamos a ela.
Apreciar é a única diversão dos cultos.
Passivos e incompetentes, sem imaginação nem espírito, os cultos precisam agir assim. Incapazes de criar suas próprias diversões, de criar um mundinho seu, eles tem de absorver, conceituar e incluir no seu cânone artístico aquilo que a multidão cria.
Incapazes de criar ou de se relacionar, eles assistem.
Absorver cultura é uma tentativa desesperada, frenética, de gostar de um mundo insípido, de fugir ao horror de uma existência idiota. A cultura fornece um agradinho para o ego dos incompetentes, um meio de racionalizar a observação passiva.
Eles podem se orgulhar de apreciar as coisas mais finas, de ver uma jóia onde há apenas merda (na boa, eles querem ser admirados por admirar).
Não acreditando em sua capacidade de mudar o que quer que seja, resignados com o status quo, eles precisam achar a merda bonita porque, até onde vai sua visão de mundo, a única coisa que terão mesmo é cocô.
Um tiro na boca de todos com Muito amor & Muito Carinho
Ari Almeida
posted by ARI ALMEIDA |
12:48 PM
Quinta-feira, Agosto 21, 2003
Prometo Atualizar esta josta em breve.
Por enquanto, matem seu precioso tempo lendo sobre nossos ataques no:
Antro dos Delinquentes
Abraços e tiros a todos!!!
posted by ARI ALMEIDA |
10:16 AM
Terça-feira, Agosto 12, 2003
Porque vcs não todos para o inferno???????
posted by ARI ALMEIDA |
3:11 PM
OS DELINQUENTES NÃO FAZEM FLASH MOB
Antes de mais nada, antes que essa moda pegue e mais e mais ovelhinhas vistam este esterótipo, quero deixar dito que não temos nada com isso, nunca tínhamos ouvido falar disso (muito embora seja uma puta coincidência o fato de termos começado nossas ações em junho, junto com eles) e que o que fazemos em Curitiba NÃO É FLASH MOB. Sai pra lá satanás, xô rotulismos!! Muito embora algumas coisas que tenhamos feito, como a cerimônia religiosa no banco, os meninos de rua no Shopping ou o teatrinho no boteco e no ônibus possam ser parecidos com esses tumultos. A diferença crucial é que somos poucos e discretos, subliminares.
Até por que temos horror à mídia e essa coisa de bater fotos. Ainda por cima, sei que ainda é cedo julgar, isso tá me soando À velha manha do sistema de absorver, rotular e comercializar toda forma de contestação. Esse povo que está organizando essas coisas no Brasil tão dando muita chance pra que isso ocorra. Só acredito na efetividade dessas ações se mantiverem à margem da mídia. Por isso acredito que células de cinco a dez pessoas conseguirão manter o anonimato e distância saudável da mídia com muito mais facilidade.
Um tiro na boca de todos esses "artistas" que estão organizando flash mobs no Brasil com Muito amor & Muito Carinho.
Ari Almeida
posted by ARI ALMEIDA |
2:55 PM
Quarta-feira, Julho 16, 2003
Matem as Baleias (Manifesto Anti-Ecológico)
Existe uma verdade Nua & Crua & Incontestável nos Movimentos Ecológicos:
Toda a tentativa de conscientização ecológica deu com os burros n´água. Conscientizaram algumas pessoas sim, mas as pessoas erradas: as Impotentes & as Irrelevantes. A relevância de tudo o que os ecologistas fizeram por esse planeta é mínima, insignificante. Nenhum movimento ecológico mudou porra alguma, vamos ser francos!! Se mudou alguma coisa foi pra pior.
Cabe aqui uma pergunta crucial:
--- Porque o "Poder" nunca se preocupou verdadeiramente com a conservação do planeta?
Basicamente por dois motivos que se realimentam (e muitos outros que deixo para outros notem):
1. Existem milhões de Jovens Desocupados preocupados com o verde.
2. Esses mesmos Jovens Desocupados representam uma Bela & Suculenta fatia do Mercado.
Não bastasse tudo isso, não se deve esquecer que a grande, gigantesca, estonteante maioria dos ecologistas são um bando de Facistas Filhos de uma Puta.
--- Quer que o "Poder" se mexa para conservar o planeta?
Crie uma geração de Delinquentes Juvenis (e olha que eles já existem, mais ou menos em stand by) que ateiam fogo às florestas, envenenem rios & sabotem petroleiros.
--- Quer que o "Poder" se mexa para conservar o planeta?
Transforme a ecologia num problema social, o "Poder" está moribundo, se atolando em suas próprias contradições e para se manter, presta muita atenção em distúrbios sociais. Um atitude anti-ecológica seria difícilmente absorvida pelo sistema.
Vamos implodir o Mercado Da Ecologia!!!
Vamos matar as abelhas, praticar zoofilia com Ursinhos Panda e necrofilia com Onças Pintadas. Somos o pior fruto da sociedade podre e vamos assumir isso e cuspir o veneno de volta na sociedade. Trezentos anos de oba-oba industrial e agora querem que a nossa geração pague a conta? O caralho, que vamos pagar a conta!! Nós não vamos pagar nada: É Tudo Free!!!!
Queremos nosso direito de caçar lebres, fritar ovos em óleo de baleia e usar estilosas jaquetas de couro de jacaré.
posted by ARI ALMEIDA |
1:51 PM
Um trecho de uma conversa no ônibus
Certa vez um amigo me disse que para escrever era preciso ter tempo. Imdiatamente soltei a pergunta: - Mas que porra afinal é "ter" tempo? Tempo livre, respondeu, tempo livre! Falou isso sem sentir um pingo de remorso. Nosso tempo original, mata virgem, campo aberto, foi medido, demarcado e repartido em fatias devidadente separadas por arame farpado. Pular a cerca pode custar o emprego, a esposa ou a diversão. Não bastasse o espaço, encontrou-se um jeito de fragmentar o tempo.
Falei ao amigo:
---- Minha criatividade não reconhece fronteiras! Para realizar-se, minha criatividade deve ser irremediavelmente indigente, deve abraçar a mendicância.
posted by ARI ALMEIDA |
1:44 PM
Assim não dá, assim não dá
Não dá pra jogar com sinceridade um jogo desses. A inconsequência é uma questão de responsabilidade pessoal. A consequência da consciência da escravidão ao tempo estuprado gera a inconsequência.
Sou o terrível invasor bárbaro, rindo, babando e causando espanto aos inocentes seres consequentes. Rimbaud! Guarde uma cerveja para mim!!
O estupro do tempo me leva à Inconsequência.
O estupro do espaço me leva a Delinquência.
O estupro da linguagem me leva à Demência.
"ele ia andando pela rua meio apressado
ele sabia que estava sendo controlado
chegou pra mim e pediu um cigarro
eu disse eu dou, mas fume aqui desse lado
dois homens fumando longe deixa tudo muito separado"
posted by ARI ALMEIDA |
1:44 PM
Sejamos inconsequentes.
Nosso tempo foi estuprado. Seríssimas seqüelas podem ser verificadas. Nosso tempo está impotente e inseguro. Para termos a impressão de dominá-lo temos que fragmentá-lo, esquadrinha-lo e utilizá-lo racinalmente tendo em vista sua mais alta eficiência. O atual estado clínico do tempo nos induz a sermos criaturas consequentes.
Nosso tempo tem fronteiras. Muito rígidas por sinal. A ousadia de ultrapassar essas fronteiras pode trazer sérias consequencias para os pobres seres consequentes. Qualquer um que queira viver seu tempo sem fronteiras, sem limitações, estará condenado sob o argumento duvidoso da produtividade.
O tempo é medido e calculado e nossa vida dura ¿tantos¿ anos. As infinitas possibilidades de uma vida, a estupenda magnitude desta ocorrência é limitada a "tantos" anos e o que se produziu em duvidosíssimos termos materiais.
O tempo nospreocupa. O tempo reclama e grita em nossos ouvidos. Ele está preso e está sendo violentado. O tempo não urge: o tempo urra e se debate na jaula.
O tempo acuado esmaga e estrassalha os pobre seres consequentes.
Vamos acordar e reagir: vamos ser inconsequentes (e ainda assim e cada vez mais, amar).
posted by ARI ALMEIDA |
1:42 PM
O Começo do Fim
Começo essa porra de diário para tornar público o meu tédio com a civilização ocidental.
Não esperem de mim nenhuma crítica construtiva, a destruição sempre me seduziu melhor.
A civilização está doente e eu sou a favor da eutanásia. Em algum ponto obscuro da história (coisa que não me preocupo em descobrir) tomou-se a direção errada e a maioneze desandou. Consumiram mundos e fundos e querem que minha geração pague a conta. Nós não vamos pagar nada, é tudo FREE! Meu nome é Ari almeida e isso não significa porra nenhuma. Nosso planeta já foi devidamente estuprado e carrega seríssimas sequelas físicas e psicológica. Qualquer um que analise seu quadro clínico com imparcialidade e honestidade admitirá que o diagnóstico é grave. O caso da civilização é gritantemente mais grave: além de fisicamente em plena decadência devido a sucessivas intoxicações alimentares, está psicologicamente arruinada com a loucura institucionalisada no seu cotidiano.
Creio que o caso não tem solução. Quando uma casa está danificada demais é muito mais viável destruí-la e construir outra.
Não sou um bom construtor, mas sei manejar muito bem uma picareta. Conheço bons explosivos.
Aida existe compaixão em meu coração: compaixão para comigo. Afinal, se não conseguir resolver o meu cotiano, de que adiantaria resolver qualquer outra coisa nesse mundo?
posted by ARI ALMEIDA |
1:33 PM
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